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		<title>O amanhecer em Copacabana</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Jan 2011 10:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Saraiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curtindo a Vida Indinheirado]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Caio abriu os olhos, sentiu aquela aguda pontada em sua cabeça e pensou: &#8220;Por que insisto em beber tanto? Por que não aprendo?&#8221;. Olhou para o lado e sentiu-se um pouco mais tranquilo quando viu que estava sozinho, pelo menos&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caio abriu os olhos, sentiu aquela aguda pontada em sua cabeça e pensou: &#8220;Por que insisto em beber tanto? Por que não aprendo?&#8221;. Olhou para o lado e sentiu-se um pouco mais tranquilo quando viu que estava sozinho, pelo menos não fizera nenhuma &#8220;boa ação&#8221; no estado lastimavelmente ébrio em que se encontrava.</p>
<p>Com o sofrimento acentuado pela movimentação do seu corpo na intenção de se levantar, olhou em volta tentando, com muita dificuldade, lembrar dos acontecimentos na noite anterior. Mas foi ficando cada vez mais preocupado ao notar que não estava em sua casa, parecia estar em algum motel luxuoso, pois tudo parecia muito bem limpo, arrumado e impecavelmente decorado.</p>
<p>Esquecendo toda dor de cabeça que sentia, levantou-se rapidamente tentando entender aonde estava; vasculhou o quarto rapidamente, encontrando apenas suas roupas espalhadas pelo chão. Ficou um pouco mais tranquilo, afinal se fizera algum tipo de cagada, pelo menos a fez sozinho, então levantou-se e foi em direção ao banheiro para averiguar e ter certeza de estar sozinho mesmo.</p>
<p>Ao entrar no banheiro, não encontrando ninguém, lavou o rosto tentando colocar os pensamentos em ordem, vislumbrou uma toalha pendurada ao lado do espelho ostentando a marca &#8220;Copacabana Palace&#8221;. Instantaneamente, seus batimentos estavam tão rápidos e o silêncio tão sepulcral, que Caio ouvia seu coração funcionando, qualquer vestígio de dor esvaiu-se de seu corpo e restou apenas a preocupação: &#8220;O que diabos estou fazendo aqui?&#8221;. Escovou os dentes, tomou um banho para ficar mais apresentável, não queria sair atrás de informações todo largado, e se vestiu.</p>
<p>Encontrou seu celular e ligou para a pessoa que normalmente menos bebia entre os quatro e sempre lembrava de tudo que ocorria, Alfredo. O telefone chamou até cair na caixa postal. Caio não se deu por vencido, ligou mais uma vez e, para seu desespero, caiu novamente na caixa postal. Sem saber o que fazer, largou o corpo sobre a cama para pensar em como pagaria a conta e acabou pegando no sono.</p>
<p>Acordou assustado com o barulho da campainha de seu quarto, levantou apressado, meio que arrumando a cara, e sentindo novamente a dor de cabeça, se dirigiu até a porta. Ao abri-la, a surpresa: Alfredo de bermuda, camiseta florida, barba por fazer e um imenso sorriso na cara.</p>
<p>- Bom dia Ferrugem! &#8211; disse Alfredo.<br />
- Bom dia pra você Alfredo, que consegue falar e parece saber o que está acontecendo. Me diga por que não atendeu minha ligação? Que horas são? Por que essa alegria toda? &#8211; retrucou um emburrado Caio.<br />
- Ah, estava em minha sessão de massagem tailandesa. Muito boa essa sua dica, obrigado! Realmente ainda preciso aprender muito sobre o assunto &#8220;aproveitar a vida&#8221;.<br />
- E você poderia me explicar o que está acontecendo aqui? Acordei e não lembro de nada, só sinto todas as pulsações do sangue em meu cérebro.</p>
<p>Rindo alto &#8211; mesmo sob os protestos de Caio &#8211; Alfredo contou a história de como todos os quatro foram parar ali, toda a comemoração, a balbúrdia que fizeram e chamou: &#8220;Vamos acordar os dois dorminhocos!&#8221;.</p>
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		<title>O arauto da noite &#8211; parte 1</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 15:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AC</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anjo Negro]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>“<em>Eu acredito que posso ver o futuro, pois repito sempre a mesma rotina, eu acho que costumava ter um propósito, mas deve ter sido outro sonho</em>”.</p>
<p>Minha história é confusa, tenho falha em minhas lembranças que me fazem perder a&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“<em>Eu acredito que posso ver o futuro, pois repito sempre a mesma rotina, eu acho que costumava ter um propósito, mas deve ter sido outro sonho</em>”.</p>
<p>Minha história é confusa, tenho falha em minhas lembranças que me fazem perder a noção de quem ou do que sou. Minha cabeça não passa de um turbilhão de idéias que nunca se concretizam. E tudo sempre me parece desorientado.</p>
<p>Hoje estou aqui, recebendo alguns raios de sol que refletem em meu rosto, advindos de uma janelinha mínima com grades. Usando uma camisa de força e sentado em uma cama, que é o único objeto dentro desta sala almofadada, descalço e com uma calça azul de algodão vagabunda de hospital, tento me aquecer um pouco, enquanto reflito (ou tento), sobre tudo que ocorre em minha vida, se é que posso chamar isso de vida.</p>
<p>A séculos as pessoas não me entendem, me temem, se desesperam ao ouvir de falar mim. Mas sou necessário, nessa existência e na de qualquer ser que caminha sobre qualquer mundo. Nunca entendi exatamente se isso é um fardo ou uma benção, mas indiferente do que seja, preciso sobreviver dela.</p>
<p>Deve se perguntar quem sou, certo? Bom, é bastante complicado falar de mim, sou algo ou alguém estranho, muito diferente do que suas crenças podem considerar existente.</p>
<p>Sou um arauto. Um arauto do universo, aquele que não segue o tempo, aquele que tem a chave a qual pode abrir e fechar mundos, aquele que conheçe o sentido da existência de todo ser, que leva a alma de todos para seus devidos lugares, que foi criado para ser o fim. Por vários nomes me chamam: anjo negro, anjo da noite, besta, barqueiro, anjo da morte, ou apenas morte e, quem sabe, outros mais. Mas hoje, me apresento apenas como Asryel.</p>
<p>Enfim, como um arauto, o universo me criou com uma missão, porém, deu-me livre juízo para decidir seguir ou não minha missão. Essa é minha benção e minha maldição. Creia-me, sou o melhor (e único) no que faço, e nunca vi motivos para quebrar a linha da minha criação. Isso até 4 semanas atrás, quando tudo se virou contra mim e o universo resolveu me punir, milhares de gerações em milhões de mundos diferentes me conheceram e me temeram mas, agora, estou preso em um corpo humano, cumprindo a penintência que me foi imposta, e tudo porque? Ainda me pergunto e não encontro respostas.</p>
<p>- Sei, e desde quando passou a acreditar que era um arauto? &#8211; pergunta meu psiquiatra.</p>
<p>Suspiro desanimado, pois outra sessão está iniciando e elas me fazem perder a paciência&#8230;</p>
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		<title>Lotérica e boteco</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 08:06:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Saraiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curtindo a Vida Indinheirado]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Alfredo e Luís estavam a caminho de mais um <em>happy-hour</em> quando avistaram uma lotérica e resolveram arriscar dar sorte pro azar: &#8220;Por que não?&#8221;, pensaram. Jogo feito, sorte lançada!</p>
<p>Voltaram à sua preocupação inicial, a difícil arte de bebericar uma&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alfredo e Luís estavam a caminho de mais um <em>happy-hour</em> quando avistaram uma lotérica e resolveram arriscar dar sorte pro azar: &#8220;Por que não?&#8221;, pensaram. Jogo feito, sorte lançada!</p>
<p>Voltaram à sua preocupação inicial, a difícil arte de bebericar uma cerveja e conversar amenidades após um estafante dia de trabalho. Só que agora tinham algo importante a discutir: como fariam para gastar todo o dinheiro que estavam prestes a ganhar? E o que iriam fazer? Como iriam fazer? Onde iriam fazer? Com quem iriam fazer?</p>
<p>Foram tantas perguntas, que chegaram a pensar se o dinheiro conseguiria atender a tantas vontades e desejos. E com todas essas perguntas na cabeça e quase nenhuma certeza, Alfredo resolveu fazer nota mental de cada uma delas; para estudá-las depois, na sanidade de sua solitária cama, afinal, agora não queriam pensar em nada; apenas beber, conversar e &#8220;urubuservar&#8221;.</p>
<p>O papo continuou rolando, enquanto o restante da turma não chegava, entre os mais diversos assuntos do mundo masculino: economia, política, futebol, cinema, música e o &#8211; não menos importante &#8211; arrebitado traseiro da garçonete. Claro que tudo isso sem que ambos conseguissem parar de pensar &#8220;ah se ganhassemos&#8230;&#8221;.</p>
<p>Duas cervejas depois chegou André, atrasado por conta de um cochilo que resolveu dar antes de sair para o &#8220;fervo&#8221;, já que a noite &#8211; como quase todas as outras &#8211; prometia ser longa e agitada.</p>
<p>Só que o papo voltou ao início:<br />
- Fizeram sua &#8220;fézinha&#8221; na loteria dessa semana? Tá acumulada pela 19ª vez &#8211; disse André.<br />
- É claro que fiz, só não decidi com o que gastar ainda, mas assim que descobrir aviso! &#8211; exclamou Alfredo.<br />
- Também não sei com que gastarei, mas estarei feliz em esforçar-me para descobrir. &#8211; disse Luís.</p>
<p>Voltaram ao papo e levantaram os mesmos itens anteriores. Claro, não chegaram a nenhum consenso, mas ao chegar o terceiro copo &#8211; juntamente com a terceira cerveja &#8211; apareceu a garçonete.</p>
<p>Com a bela visão da garçonete distanciando da mesa, os três pares de olhos se deram conta de duas &#8220;dilíças&#8221; que estavam sentadas há três mesas e, após uma breve visualização da área em volta, viraram para o centro da mesa praticamente ao mesmo tempo e, quase que em uníssono, exclamaram:<br />
- Viram o que eu vi? E sozinhas ainda!</p>
<p>Todos riram, é claro que tinham visto! Quem em sã conciência perderia uma, aliás, duas vistas como aquela? E &#8211; por um breve momento &#8211; todos ficaram em silêncio, apenas pensando em quem sobraria dos três, afinal, alguém teria que ir conversar com as mulheres da outra mesa, tomar uma atitude e mostrar a elas porque estavam todos ali! Apenas com uma diferença: uns vão como caça e outros&#8230; como caçador.</p>
<p>Só que o momento &#8220;O Pensador&#8221; foi quebrado pela chegada de Caio que, mal chegando, disse:<br />
- Vocês viram as duas gostosas sentadas ali? E essa garçonete? Essa noite promete, passarei o rodo.</p>
<p>Com a deixa, todos caíram na risada, menos Caio, que em certa noite soltou a frase que viraria o lema desse quarteto: &#8220;Pra que passar vontade, se podemos passar o rodo?&#8221;.</p>
<p>E para quebrar esse clima de &#8220;estão tirando sarro de mim&#8221;, Caio resolveu puxar um assunto aleatório.<br />
- Viram o valor que está a loteria essa semana? Ah se eu ganhasse!</p>
<p>Dessa vez, apenas Alfredo e Luís caíram na risada.</p>
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		<title>Dois passos</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 18:12:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AC</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Um passo a frente para paz, um passo atrás para lutar.</p>
<p>Encostado na porta do avião PT 50, com o som de um vento de 200km/h rugindo e uma mistura do azul do infinito com o branco das nuvens a sua frente, estava olhando fixamente para o chão. 11 mil pés de altura, tudo era pequenino, era como se eu fosse um anjo. Mas longe de mim ser, naquele dia um anjo, ou sequer um demônio, era um mero ser humano, com pensamentos invertidos na mente.</p>
<p>O avião sobrevoava o campo com dificuldades, era muito fraco para enfrentar toda aquela turbulência, tremia, mas eu não me importava, continuava a sua porta.</p>
<p>Não sei bem o que queria aquele dia, nem o porque cheguei até aquele dia, naquele momento. Escolhas? Destino? Sei lá, não me atrevo a tentar achar explicações, faz tempo que desisti disso.</p>
<p>Mas eu estava parado, a um passo da paz, a um passo da luta.</p>
<p>Eu sabia o que aconteceria se caísse, mas não sabia o que aconteceria se voltasse. Sempre preferi a dúvida a certeza, o sacrifício a tranquilidade. Mas naquele dia não queria nada disso. Não sabia o que queria.</p>
<p>Tinha uma carta amassada na mão, lembranças retorciam minha cabeça e eram levadas pelo vento, até que nenhuma mais permaneceu.</p>
<p>Mas eu estava parado, a um passo da paz, a um passo da luta.</p>
<p>Observo o GPS em meu pulso, junto com o altímetro, ainda mantenho a mesma altitude e o local está se aproximando, faltam uns poucos quilômetros. Olho dentro do avião, apenas o piloto concentrado em seu trabalho, o tempo não está bom para voar e ele sofre para manter o avião em seu curso. Mas ele chega a seu destino, o GPS apita, a hélice para de girar e o avião diminui sua velocidade.</p>
<p>Mas eu ainda estava parado, a um passo da paz, a um passo da luta.</p>
<p>Aperto a carta em minha mão com toda a força, com raiva, com ódio e a solto ao vento, vejo-a desaparecer no céu, junto com o que restou da minha alma. Desativo os sensores de segurança do paraquedas e olho uma última vez para o horizonte. E sem tirar os olhos dele, dou um passo a frente.</p>
<p>Não estava mais parado, dei o passo.</p>
<p>Meu corpo cai, cada vez mais rápido, mas não é a velocidade que sinto, nem adrenalina, nem alegria. Apenas paz, já havia pulado mais de 2 mil vezes, mas foi a primeira vez que senti paz, aquela pelo menos. Não fiz nada além de cair, ao bel prazer do céu. E eu via o solo se aproximar, cada vez mais rápido, cada vez maior, mas não senti medo. Tentei me arrepender dos pecados, mas não consegui. E com eles eu fui para o outro mundo, enquanto meu corpo explodia no chão.</p>
<p>Não estava mais parado, eu dei o passo para paz e me senti bem.</p>
<p>Mas agora estou aqui, vendo meu corpo sem vida e as pessoas hororrizadas, caminho para longe delas e no meio de passos, um papel amassado cai ao meu lado. Observo-o por alguns instantes e me jogo de joelhos ao chão.</p>
<p>Por que eu não estava mais parado, eu dei o passo para paz, mas errei o caminho e teria que lutar. Merda!</p>
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		<title>Primeiro bebê do cinema 3D</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 13:41:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FrEdd</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Jennifer Stweart, uma americana caucasiana de 38 anos, foi estuprada (sexo não consensual) em uma sessão de filme pornô 3D. E o estuprador era o próprio filme (ou o ator do filme, você escolhe). Bem, pelo menos foi isso o&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jennifer Stweart, uma americana caucasiana de 38 anos, foi estuprada (sexo não consensual) em uma sessão de filme pornô 3D. E o estuprador era o próprio filme (ou o ator do filme, você escolhe). Bem, pelo menos foi isso o que ela contou ao maridão.</p>
<p>Erick Jhonson, militar americano que estava há 1 ano servindo no Iraque, teve uma grata surpresa ao voltar de viagem. Chegando, descobriu que tinha um filho afro-americano e, segundo explicação de sua querida esposa, o pai da criança é o filme pornô em 3D (ou o bem dotado ator afro-americano protagonista das ações). E o mais incrível: ele acreditou!</p>
<p>&#8220;Não vejo porque desconfiar dela. Os filmes em 3D são muito reais. Com a tecnologia de hoje tudo é possível&#8221;, disse Erick, o ingênuo. Jennifer afirmou que foi a um cinema pornô com as amigas em Nova York e, segundo ela, apenas para ver como eram os efeitos do filme em 3D. A criança, segundo ela, se parece com o ator negro do filme (será possível convocar o ator e fazer exame de DNA?).</p>
<p>&#8220;Um mês depois de ver o filme eu comecei a sentir enjoos e o resultado está aí. Vou processar o cinema e os produtores. Ainda bem que meu marido acreditou em mim. Meu casamento podia estar em risco. Mas ele sabe que eu sou fiel&#8221;, disse a fanfarrona.</p>
<p>Será que ela acredita na sua própria história? Alguém, além do compreensivo marido, acredita nesta história?</p>
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		<title>Passos solitários</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 19:26:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AC</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Apenas desperta, abre os olhos do nada, estava com eles fechados, dentro do carro a algum tempo, apenas refletindo, em silêncio. Desce do carro, mas ouve o barulho de apenas uma porta se abrindo e de uma porta fechando, a&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apenas desperta, abre os olhos do nada, estava com eles fechados, dentro do carro a algum tempo, apenas refletindo, em silêncio. Desce do carro, mas ouve o barulho de apenas uma porta se abrindo e de uma porta fechando, a sua.</p>
<p>Ele sobe degrau a degrau de seu prédio, mas dessa vez ouve apenas seus passos, não mais ouve um salto estalando, e reclamações sobre a falta de um elevador, e sem expressão continua subindo, como um morto-vivo que perdeu a esperança no mundo.</p>
<p>Abre calmamente a porta do apartamento, mas olha ao lado e não vê um sorriso de felicidade por ter chego a casa, vê apenas o vazio e lembranças retorcidas.</p>
<p>Entra, mas novamente ouve apenas seus passos e o silêncio agonizante da solidão.  Observa calmamente, não ouve o barulho do chuveiro, nem o som da TV ligada em algum canal de seriados que se repetem dia após dia.</p>
<p>Mas ele caminha sozinho e ouve apenas seus passos. Olha o computador, e está desligado, sem sites de pesquisa, nem sites bobos, nem ao menos uma música, apenas jaz sem vida, sem energia.</p>
<p>Caminha sozinho até a cozinha e ainda ouve seus passos solitários, não mais vê o macarrão com o mesmo molho de sempre e não tem como reclamar por não ter nada diferente. Ela está apenas limpa, clara e ventilada.</p>
<p>Por um instante fica sem rumo, há tempos não diz uma só palavra, não precisa, não há quem ouvir, pode ouvir apenas o vento, sussurrando, em sua cantoria calma e bucólica.</p>
<p>Pega um copo, joga gelo e enche de whisky, não sabe se é bom, se é ruim, mas é o que lhe resta.</p>
<p>Caminha até a sala, e pega acima da estante, um porta retrato, o único da casa toda, uma única foto no meio de todo o nada.</p>
<p>Por um longo tempo a observa.</p>
<p>E junto ao lamento triste do vento em sua janela, chora.</p>
<p>Porque apenas ele ouve, o que nem ele consegue entender.</p>
<p>﻿</p>
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		<title>Devo comprar um celular com câmera/chamada vídeo-conferência?</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 23:06:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Saraiva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Estava futricando em meu celular e pensei: &#8220;Qual a real utilidade da câmera/chamada de vídeo-conferência?&#8221;.</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava futricando em meu celular e pensei: &#8220;Qual a real utilidade da câmera/chamada de vídeo-conferência?&#8221;.</p>
<p>Podemos passar por algumas ideias mais normais, como exibir algo bem escroto que o seu amigo só poderá desligar após ter visto, sacanear pessoas desinformadas que não tem plano de dados, afinal, quando ligamos para um &#8220;<a href="/tag/oreia-seca" target="_blank">oreia seca</a>&#8221; utilizando vídeo-conferência, sem ele saber, estaremos acabando com seus míseros créditos de celular pré-pago. Ou então, se gabar para amigos de alguma coisa que estejamos fazendo e/ou vendo, por exemplo: pulando de paraquedas enquanto o pessoal do seu trabalho está em reunião; mostrar para os amigos que você está pegando a Luize Altenhofen ou a Megan Fox, enquanto ela(s) fala(m): &#8220;I love you&#8221; e não desgrudam de você, mesmo enquanto você tenta <span style="text-decoration: line-through;">falar</span> mostrar ao máximo de pessoas sua proeza.</p>
<p>Também pode ter algumas utilidades mais bizarras, como praticar um suícidio e transmitir à pessoa motivadora do ato, mostrando o acontecimento ao vivo, e também, fazer sexo virtual em momentos da impossibilidade de utilizar um computador com webcam e onde o desespero é grande. Alguns mais light, assim digamos, como fazer reuniões com clientes e/ou fornecedores ou verificar se o contato que você recebeu por engano é gata(o). Outros mais fúteis, como na falta de um espelho verificar como sua aparência está ou, algo mais avançado, ligar para alguém perguntando a opinião.</p>
<p>Mas, para mim, o ponto mais útil da vídeo-conferência, pode ser o menos interessante. Dependendo apenas de que lado você está. Para ilustrar mais facilmente isso colocarei aqui uma fictícia história.</p>
<blockquote><p>Joãozinho sai com alguns amigos após o trabalho, na sexta-feira, e liga pra sua esposa dizendo que vai até um barzinho jogar uma sinuca e mais tarde vai para casa. Mariazinha &#8211; mulher de Joãozinho &#8211; não bota muita fé na historia de seu amado e idolatrado salve-salve esposo, mas mesmo assim permite o passeio, apenas acrescentando um aviso: &#8220;preste atenção no celular, pois tenho medo de ficar sozinha a noite&#8221;.</p>
<p>Algumas cervejas mais tarde, na empolgação da turma, Joãozinho vai com Mário e Ricardo para casa de umas &#8220;<a href="/tag/prostituta/" target="_blank">primas</a>&#8221; curtir um pouco, apenas de leve; só para ver umas mulheres dançando e tomar uma cervejinha. Estão eles lá, todos alegres e curtindo o show de Judith, que conforme o anúncio do locutor é a capa da revista XXX, toca o telefone de Joãozinho e para seu desespero aparece escrito na tela: &#8220;vídeo chamada de Mariazinha&#8221;.</p></blockquote>
<p>Pensem comigo, qual são as opções e implicações que tem Joãozinho? Vamos às opções:<br />
a) atender;<br />
b) não atender.</p>
<p>É, digamos que a primeira vista optamos em aconselhar Joãozinho a <strong>não atender</strong>. Possíveis implicações nessa escolha: chilique da Mariazinha, pelo simples fato dele não ter atendido. Imaginem se ela estivesse morrendo? &#8211; seria uma de suas frases. Ou, ainda, que ele não atendeu porque não queria que ela visse o ambiente em que estava (o que é verdade). Resultado: briga, sem sexo durante <span style="text-decoration: line-through;">alguns</span> vários dias e dormir no sofá &#8211; claro.</p>
<p>Analisando por esse lado, talvez seja mais fácil <strong>atender</strong>. Mas, como explicar aonde estão? Por mais que consiga ir a um lugar em que não apareçam as mulheres, não iam apenas jogar sinuca? Resultado: briga, sem sexo durante vários dias e dormir no sofá.</p>
<p>Mas depois de devanear sobre todas as possibilidades, hipóteses e conclusões. Só consigo imaginar um único conselho a nosso amigo Joãozinho. Pode não ser o melhor, mas é o único que dependerá apenas dele. Não compre celular com câmera/chamada de vídeo-conferência (o meu não tem)!</p>
<p>E você qual seria seu conselho?</p>
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		<title>Policiais são enganados por duas ovelhinhas</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Apr 2010 23:04:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>maneh corp.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Dois ladrões argentinos, que estavam presos, fugiram de um presídio através de métodos desconhecidos. Desconhecidos para nós, que vamos nos concentrar apenas na curiosidade da notícia. E a curiosidade está no fato de que enganaram cerca de 300 policiais (confesso&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_820" class="wp-caption alignright" style="width: 260px"><a href="http://www.maneh.org/wp-content/uploads/2010/04/bebe-lamb.jpg" rel="lightbox[839]"><img class="alignright size-full wp-image-846" title="Ovelhinha" src="http://www.maneh.org/wp-content/uploads/2010/04/bebe-lamb.jpg" alt="Ovelhinha Feliz" width="250" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: Gúgol Imagens</p></div>
<p>Dois ladrões argentinos, que estavam presos, fugiram de um presídio através de métodos desconhecidos. Desconhecidos para nós, que vamos nos concentrar apenas na curiosidade da notícia. E a curiosidade está no fato de que enganaram cerca de 300 policiais (confesso que não contei) ao se disfarçarem de ovelhas e se juntarem a um rebanho de ovelhas. E, espanto total: ficaram UMA SEMANA disfarçados e enganando os pobres policiais.</p>
<p>Moradores da região de La Almeda (que acreditamos seja a cidadezinha do interior da Argentina onde tão pitoresco fato ocorreu) reconheceram a dupla quando a fuga completava UMA SEMANA. Eles foram flagrados pela população local quando corriam pelos campos verdejantes segurando suas fantasias.</p>
<p>Não há informações que indiquem se as ovelhas locais sabiam da intrusão e acobertaram os fujões. Nem se os ladrões se alimentaram da mesma forragem que as ovelhas normais. Apenas as informações necessárias para nos fazer bradar: &#8211; Não acredito!.</p>
<p>A polícia local preferiu não comentar o caso (afinal, comentar o quê?).</p>
<p>Foto: Reprodução/Gúgol Imagens</p>
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		<title>&#8220;Attenzione prostitute&#8221; &#8211; Prostitutas lutando por seu espaço</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 00:25:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Saraiva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Como é o capitalismo, não é mesmo? Dizem que as prostitutas são mulheres de vida fácil, mas lendo as várias notícias publicadas, imagino que não seja bem assim.</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_820" class="wp-caption alignright" style="width: 225px"><a href="http://www.maneh.org/wp-content/uploads/2010/04/attenzione-prostitute.jpg" rel="lightbox[819]"><img class="size-medium wp-image-820" title="attenzione prostitute" src="http://www.maneh.org/wp-content/uploads/2010/04/attenzione-prostitute-215x300.jpg" alt="" width="215" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: The Sun</p></div>
<p>Como é o capitalismo, não é mesmo? Dizem que as prostitutas são mulheres de vida fácil, mas lendo as várias notícias publicadas, imagino que não seja bem assim.</p>
<p>Precisam se especializar numa <a href="http://www.maneh.org/2003/04/holanda-ganha-escola-para-prostitutas/">escola para prostitutas</a>, que ensina as moçoilas a valorizarem o seu conteúdo; precisam bolar meios de enfrentar a crise aceitando formas diferenciadas de pagamento, inclusive <a href="http://www.maneh.org/2003/03/prostitutas-uruguaias-aceitam-ticket-alimentacao/"><em>ticket</em> alimentação</a> e também vemos a luta diária atrás da clientela, mesmo contra tudo e contra todos, como no <a href="http://www.maneh.org/2003/03/e-o-fim-do-onibus-do-sexo/">fim do ônibus do sexo</a>.</p>
<p>Ou seja, tem que reinventar sua área praticamente todo dia, e para a clientela não diminuir, as italianas tiveram uma nova ideia! Espalhar algumas placas sinalizando: &#8220;Attenzione prostitute&#8221; (tradução livre: Atenção prostituta). Mas o retorno que tiveram não foi dos melhores, afinal, a maneira que foram escritas as trinta placas ficou confusa na visão da possível clientela.</p>
<p>O jornal <a href="http://www.thesun.co.uk/" target="_blank"><em>The Sun</em></a> fez um levantamento com alguns motoristas que, se disseram confusos com a placa, não conseguem identificar se devem diminuir a velocidade, devido ao alto número de prostitutas que podem atravessar à rua a qualquer momento; ou se devem prestar atenção as prostitutas que estão disponíveis para deleite.</p>
<p>Todas as mulheres devem continuar lutando pelos seus direitos nessa sociedade capitalista e machista. Só devem tomar cuidado como tentam lutar pelo seu direito ou, pelo menos, se preocupar em aprender um pouco mais de português. Ops, de italiano.</p>
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		<title>Poder acima dos limites</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 23:33:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AC</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Poder. Essa palavra inebria até os mais simples seres humanos. O fato de poder comandar algo ou alguém, de ter domínio sobre uma situação, de todos saberem quem você é, e em contra partida, você mal saber seus nomes.</p>
<p>E&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } -->Poder. Essa palavra inebria até os mais simples seres humanos. O fato de poder comandar algo ou alguém, de ter domínio sobre uma situação, de todos saberem quem você é, e em contra partida, você mal saber seus nomes.</p>
<p>E era isso que ele queria, somente isso, ter poder. Acima de qualquer coisa, sobre qualquer pessoa ou qualquer situação, e assim ele lutou, dia após dia.</p>
<p>No começo aqueles joguinhos o pertubavam, lhe faziam entrar em uma certa crise existencial, afinal, amor, família, amigos, tudo isso pesava em seu julgamento. Certo e errado, de alguma forma, ele nunca conseguiu distinguir direito o qual era qual. Mas quanto mais aquela injeção de comandar adentrava em seu íntimo, mais viciado ele ficava. Como uma boa dose de heroína, na qual você quer mais e mais, e nunca se satisfaz.</p>
<p>Com o tempo, aprendeu que existem mais do que jogos, existem leis do poder, e é incrivel o quanto essa leis, lhe fizeram alcançar as coisas que desejavam de um modo tão simples, e, em consequência disso, quase perderam a graça.</p>
<p>Mas sempre surgia um inimigo, ha!, os inimigos, jogar com eles era como disputar uma alta montanha, ao qual quando ele chegava ao cume, olhava para baixo com desprezo, e cospia, tendo assim aniquilado aquele ser que passava a ser insignificante. Não descansava enquanto não o via destruído, chorando, implorando perdão a seus deuses por lutar contra alguém tão sublime.</p>
<p>Mas o poder, meus caros, de tão inebriante, leva a loucura, e isso o isolou, faz perceber que em dado momento, observar cada lado e ver seu nome pregado em várias placas, e enegrecido em vários corações era de certo modo, incomodo. O isolamento estratégico é inaceitável, mas o isolamento interno é o preço que ele pagou pelo poder.</p>
<p>Mas o topo grita seu nome, com força, com desejo, e isso o fez enfrentar qualquer força superior, até ser mais poderoso que Deus, Zeus, Buda, Alá ou seja lá qual for sua crença. Até hoje não entendo se ele queria uma vingança, ou apenas a admiração dos seres superiores. E assim lutou até o fim, tendo levantado seu nome sobre medo e desespero. Mas certo dia, percebeu que existia algo que ele não consegueria vencer, que é a única certeza, e que faz todos os homens iguais: a morte. O anjo negro o levaria e não havia poder nenhum que pudesse evitá-lo, ele era uma entidade, não um Deus, não podia vencê-lo. Então, em um momento de luz (ou escuridão), resolveu ir encontrá-la antes, não iria perder para ela.</p>
<p>E assim, com apenas um tiro na boca, caiu duro, imovél, como os muros de Troía contra as catapultas de Esparta.</p>
<p>Ninguém compareceu em seu velório, foi enterrado por um coveiro de mau-humor por ter de trabalhar na chuva, mas ele venceu.</p>
<p>Pois ao além chegou, e ao anjo negro que segura a foiçe, disse um singelo “oi”, seguido de uma gargalhada. O Anjo apenas sentou-se, imóvel e o observou, antes de proferir somente uma palavra: “idiota”.</p>
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