Voltamos. Passaram-se, desde a última atualização válida, cerca de 2,53 anos. E 30,36 meses. E 910,8 dias. Alguns imaginam esse tempo como demasiado longo, outros como um breve tempo. Mas todos podemos (e aqui nos incluímos) considerar que foi uma abrupta e inexplicável parada. Não vamos nos alongar em explicações sobre nosso intervalo criativo pois demandaria um esforço hercúleo em encontrar motivos, culpados ou desculpas esfarrapadas. Alardear uma abdução extraterrena (com hífen? sem? alguém?) seria exagero. Ao passo em que divulgar a “perda” de nossa bolsa escrotal (o termo ainda é utilizado?) seria simplificar demais as coisas. Perdemos o saco (perdão, puritanos!), mas não foi apenas isso. Em algum momento a atividade criativa (não de criatividade, mas de criação) tornou-se enfadonha. Ou massante. Ou dispendiosa (não de valor, mas de tempo – que contém muito mais valor).

Nesse tempo de afastamento, muitas coisas aconteceram no mundo (como vocês devem ter notado, a menos que estivessem hibernando, como a maneh). E, analisando os fatos que transcorreram no mundo, nesse diminuto tempo em que a maneh não esteve aqui (na nuvem tecnológica, querido leitor), percebemos que o mundo não mudou tanto assim (pequenos exemplos):

  • Um político corrupto, investigações que acabam em pizza, o sentimento de impunidade e a queda no esquecimento. Mudam os personagens, mas a história é a mesma (agora temos Arruda preso. Devolverá dinheiros? Apodrecerá na cadeia? Será cassado? Será reeleito?):
  • Quando saímos, o Nove Dedos era o comandante supremo desta Nação Canarinho. E continua sendo (felicidade para alguns, tristeza para outros). Agora, quando se aproxima do fim de seu mandato, faz campanha extemporânea tentando empurrar Dilma goela abaixo. As eleições estão aí, e você? Não está nem aí?

E amenidades, não tem? Tem, sim, senhor! Cotidiano, datas festivas, rotina:

  • Dia do Chocolate. Ou Páscoa, para os íntimos. Logicamente, atrelada a alguma crítica:

Mas, e no nosso mundo? E no mundo particular em que todos vivemos, que mudanças houve? Em todas as vidas (dos animais, vegetais, bactérias, vírus, minerais – ok, dos minerais não. Mas não estou bem certo) houve alguma mudança. Mudanças para melhor, para pior, amamos pessoas (com certeza), fomos amados (onde encontrar a certeza?), ficamos felizes, tristes, raivosos, magoados. Pessoas fizeram isso conosco, situações criadas por pessoas fizeram isso conosco, o mundo (sempre tão injusto. Ou injusto, mas nem sempre) fez isso conosco. E como vamos  reagir? Ficaremos sentados, transformando nossa passividade em lágrimas ou lesões emocionais (obrigado, Microfisioterapia. Sepa-rado? Ou tudojunto?)? Ou, então, demonstraremos nossa cólera nos vingando do mundo, devolvendo na mesma moeda?

Temos uma idéia (assim mesmo, uma velha ideia, dos tempos em que essa palavra ainda tinha acento): vamos escrever sobre isso. Vamos comentar fatos, notícias, assuntos gerais ou específicos, com conhecimento de causa ou sem ele, pelo simples prazer de escrever e trocar informações. Ou obter informações e depois trocá-las com outras pessoas, começando um movimento mundial pela busca do conhecimento. Ou como um simples passatempo. Ou passa-tempo (perceberam o trauma causado pelo hífen?). O tamanho da sua ambição, neste espaço maneh, é você quem escolhe.

O espaço é nosso (você incluso, querido leitor). Você pode fazer parte disso. Faça bom proveito.

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Uma resposta to “maneh corp. 3 – O Resgate”

  1. Parabéns pessoal!!! Já era tempo mesmo, já estava na hora. Gostei desse texto de abertura, recomeço, seja lá que nome tenho.

Comentários

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