Domingo de páscoa. Um dia para reunir a família, celebrar a ressureição de Jesus Cristo (para os Católicos) e comer muitos ovos de Chocolate (Coelho da Páscoa, o que trouxe para mim?). Mas algo aconteceu nesse tradicional dia Cristão, algo que entristeceu muitas pessoas (muitas mesmo, e não é força de expressão). Uma grande pessoa, vocalista e guitarrista de uma excelente banda Curitibana, faleceu num acidente de automóvel e o baixista da banda está ainda no hospital, em recuperação.

Um dia que tinha tudo para ser alegre, transformou-se num dia de uma grande tristeza. Os fãs da banda (que não são poucos, uma vez que tendo contato com a banda, a identificação era imediata) foram sabendo da notícia, avisados por outros fãs e a primeira reação era: “Está brincando!!”. Mas não, não era brincadeira. E não, não brincaríamos com algo tão sério. Apesar de difícil de acreditar, é uma dura realidade.

Muitos se acostumaram a ouvir o som do Extromodos (pronuncia-se equistrômodos) às Sextas-feiras no Empório São Francisco ou onde quer que a banda estivesse se apresentando. Alguns os acompanhavam há anos, outros há meses, e isso não diminui o sentimento de perda irreparável que se abate sobre todos. É difícil acreditar que agora que a banda estava finalmente decolando para um futuro de grande sucesso (depois de tanta luta), acabe dessa forma infeliz. Difícil acreditar no palco do Empório, numa sexta-feira qualquer, sem o contagiante som do Extromodos, sem a guitarra e voz do Bira, sem o seu “jargão” ao final das músicas: “É dU caralhU…”.

Ficam as memórias de um tempo que não vai se repetir, mas que será revivido infinitas vezes na memória de todos que conheceram a banda. Lamentamos o ocorrido com o coração apertado, com uma dor e uma saudade que somente as lágrimas conseguem traduzir com exatidão. Fica, aqui, o agradecimento a Guilherme, Bruno Sguissardi e todos os outros que contribuíram com a Banda, aqueles que foram integrantes por pouco tempo, mas que de alguma maneira deixaram sua marca. Mas o “Obrigado” maior, vai aos três abaixo:

André Becker, mesmo com seu jeito “quietão”, de poucas palavras, sempre ali, dando aquele toque especial que poucos conseguem passar a música. Um baixista como ele realmente faz a diferença. Meio sem jeito porém atencioso com os fãs, quando se soltava no palco, muitos iam ao delirio. E por esse seu jeito extremamente reservado, não podemos escrever muito mais sobre ele, deixamos apenas nossa força para sua recuperação e ficamos à espera de sua volta aos palcos.

Álvaro Júnior, com toda a sua “pancadaria” (que apesar de não ser especialista em páginas, toca bateria divinamente bem), toda a sua atenção com que trata o público, fãs e amigos. Não deixe de ser o que você é, tenha força e apesar de ser uma mensagem meio que “fria”, bola pra frente. Levante a cabeça e continue fazendo o que você sabe de melhor, que é levar alegria às pessoas que gostam e que te querem muito bem.

Bira Ribeiro, que deixou a terra para levar um pouco de sua alegria e melodia aos céus. Fica a certeza que Bira cumpriu seu papel entre nós, nos deixou muitas coisas positivas, nas letras das suas músicas, na alegria no palco, no sorriso fácil junto aos fãs. E, se Deus não fosse um fã tão egoísta (tirando-o de nós para seu deleite particular), com certeza Bira ainda teria muito a nos ensinar, teria muito com o que nos alegrar.

Extromodos sempre irá reinar em nossas memórias, pelos inúmeros momentos de alegria, descontração, felicidade. Tocando “aquela música”, levantando a galera. O carisma de vocês é inigualável, tanto quanto o jeito de cada um. Saudades dos tempos que não voltarão mais, só restando os “filmes” de ótimos e inúmeros momentos que vocês nos proporcionaram. Obrigado Bira, valeu Extromodos.


Autores:
- Fredd (fredd@maneh.org)
- Joara (jo@maneh.org)
- Leonardo (vyper@maneh.org)

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2 respostas to “Um amargo Domingo de Páscoa”

  1. Cara, não sei pq resolvi ler esse post denovo…
    Mas além da tristeza, senti muita saudade de tudo que passamos ao som do Extromodos…
    Vamos ver se marcamos um churras ou uma bebedeira no largo pra relembrar as histórias…

    Abraços

    Danone

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  1. Tweets that mention A Páscoa é sempre doce? Nem sempre. E quando se torna muito triste? Nem todo chocolate do mundo consegue adoçar. -- Topsy.com

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