Como já sabemos, a semana termina no sábado, dia em que Deus (para quem acredita Nele) descansou, depois do cansativo trabalho de criar a si próprio, o universo, as estrelas, planetas, a Terra (onde estamos, espero), os vegetais e nós, animais (eu e você, mais ninguém) em 5 dias e meio (Ele descansou no sexto dia após às 12:00h, ordens do sindicato), e, mesmo contra a ordem correta dos dias semanais (gostaram?), escrevo nesta bela Quinta-feira sobre os fatos da Semana, que iniciou no Domingo dia 20, que foi um doce dia de Páscoa, regado a muito chocolate e dores estomacais, encontros familiares, e (porque não?) brigas familiares, que logo foram esquecidas pois havia muito chocolate para comer (passei do peso máximo permitido para a degustação de doces, talvez por isso fui agraciado com exagerados 5 bombons, nem um a mais nem a menos), na Segunda-feira, dia 21 de Abril de Tiradentes, feriado nacional em todo o Território Brasileiro, pouco movimento havia na cidade de Curitiba, inclusive na área central, o que constatei quando me apresentei para o trabalho (para colocar em dia o serviço que durante a semana deixei acumular), e constatei, consternado, que até o movimento de indigentes e mendigos diminui durante os feriados, uma vez que não os encontrei na rua onde trabalho, na Terça-feira reencontrei velhos amigos que conheci há pouco tempo, e tive a nítida sensação que, por menor que seja o grau de intimidade com algumas pessoas e por menor o tempo que as conheça, 4 dias sem contato já nos fazem sentir saudades, e senti, também, a ambigüidade que é você ficar feliz e triste ao mesmo tempo e pelo mesmo fato, um sentimento estranho que já deveria ter sentido antes, mas não com a intensidade de agora, na Quarta-feira descobri que uma noite de sono não consegue melhorar a realidade, e, se ainda respiramos, devemos nos levantar e continuar a caminhar, apesar do esforço ser grande e o fardo parecer pesado demais, e os amigos sempre podem ajudar, mas o que às vezes precisamos, na realidade, é de um tempo sozinhos, na Quinta-feira, como não posso discorrer sobre fatos que ainda não ocorreram, volto no tempo, sem máquina do tempo mesmo, e me deparo com a data de 17 de Abril, Quinta-feira da Paixão (na verdade o nome não é esse, é uma licença poética), onde novamente me apaixonei por um sorriso e um rosto moldados pelo próprio Criador (me apaixono toda vez que a vejo), não durante os 6 dias de estressante trabalho de criar a tudo e a todos, mas sim durante milênios, que culminou no mais belo exemplar conhecido e que faz um cético como eu já duvidar de que Ele não exista, na Sexta-feira Santa, dia de acordar mais tarde (principalmente se lembrar de desligar o despertador – eu não lembrei e acordei às 06:00h) e geralmente com uma grande ressaca, talvez a ira divina me penitenciando por beber na Semana Santa, foi um feriado normal, a única diferença sendo o jejum de carne e a discussão com a mãe para convencê-la de que presunto não é carne (e fazer aquele sanduíche), depois ir para a casa de um amigo se internar em Shenmue e pizza de Frango com Catupiry (só comemos depois da meia-noite, mas acho que pizza de frango não pode ser considerado carne, vou pesquisar), no Sábado de Aleluia continuamos internados em Shenmue e também em GTA2, onde descobri que coordenação manual é coisa que não tenho, e comi uma parada estranha chamada Beirute que tem um negócio estranho no meio mas é bom, e tive que fumar Hollywood porque Marlboro não tinha no boteco lá perto, e, pesando prós e contras de minha existência medíocre, descobri que estou empatado, não sobram prós nem faltam contras, mas continuo por aqui, talvez um pouco mais pra lá ou pra cá, insistindo que deve haver luz no fim do túnel (torcendo para que não seja um trem) e se perguntarem como está minha vida, novamente a resposta vem de pronto: está normal e a sua?

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